SE eu TIVESSE ASAS

Estou certo de que estou errado sobre muitas coisas, embora não esteja certo exatamente sobre quais coisas estou errado.

10

de
dezembro

Apenas mais uma de amor

Não devia ter atendido o telefone. Foi o que pensou assim que desligou o telefone. Queria que ele não tivesse ligado, mas sabia que ele iria ligar. Na verdade, estava morrendo de vontade que ele ligasse. Mas sabia que não deveria atender; por isso deixou o telefone no silencioso. Ia dormir, mas queria ver se ele ia ligar. Então resolveu ler. Lia olhando para o visor do celular. Lia, sem prestar atenção no que estava lendo. Um capítulo, e eu paro.

 

Faltando duas páginas, ele ligou. Na primeira vez, não atendeu. Na segunda também não. Não estava esperando que ele ligasse uma terceira vez. Foi tão surpreentende que atendeu. ‘Estava dormindo?’ ‘Não, estava lendo. Não atendi porque o telefone estava no silencioso e só agora que fui prestar atenção no barulho.’ ‘Não queria te atrapalhar.’ ‘Não, pode falar.’ ‘Por que você estava daquele jeito essa noite?’

 

Não esteve de jeito nenhum durante a noite. A noite teria transcorrido sem nada incomum, salvo se um inseto minúsculo não tivesse aparecido na mesa deles. Sabia que ele ia puxar esse tipo de assunto. Estava pressentindo. Sabia que não deveria ter atendido o telefone. Sabia que iriam se desentender. Mas resolveu entrar no jogo. Foi dando corda, inventando coisas a partir de situações da noite e tentando transferir a responsabilidade para ele por ter se comportando ‘daquela’ maneira. Ele não entendeu, e continuou sustendando sua opinião. E na medida que iam jogando, a coisa foi ficando insustentável, até chegar ao ponto de dizerem coisas que não deveriam ter dito. ‘Falando sério: eu não fiquei triste por nada essa noite, mas isso que você disse agora me chateou’, disse a ele. ‘Estou chateado desde a hora que você começou a explicar o porquê de estar assim’, retrucou ele. Disseram outras bobagens e ficaram de se falar no dia seguinte. ‘Vou esperar a gente se falar’, disse a ele. ‘Sou eu sempre quem te procura’, respondeu. ‘Mas eu te ligo e você nunca me atende’, tentou argumentar. E foi assim, depois de 25 minutos, que conseguiram desligar. Colocou o telefone do lado da cama e ficou se perguntando na razão de ter deixado aquilo acontecer. Ficou pensando se não estava construindo, assim como Bentinho, sua vida numa ilha de dúvidas e ilusões. ‘Minha vida não é uma estória de Machado de Assis’, riu de si. Dormiu, pensando no que ele estava pensando. Realmente, não devia ter atendido o telefone.

 

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Um é pouco, dois é bom, e três é o que há. Estou muito feliz pelo Hítalo ter voltado à blogosfera, depois de uma tentativa mais ou menos e outra muito bem sucedida. Espero que ele não enjoe da gente de novo, e que dessa vez seja pra ficar, até por que, "’mantimento’ é algo produtivo".

 

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Há que diga que o Papai Noel está devolvendo as cartinhas dos torcedores do São Paulo.

 

“Essa gente quer ganhar tudo, né não?” – comentou com os cervos que puxam seu trenó.

 

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Mesmo que a bola não entre e os refletores se apaguem, mesmo que São Januário se cale e a Cruz de Malta se desbote… eu continuo sendo Vasco da Gama de coração.

 

Enquanto houver um sorriso de criança haverá esperança e um coração vascaíno batendo forte. Enquantou houver um coração infantil, o Vasco será imortal.

 

O SENTIMENTO NÃO PODE PARAR!!!

 

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