23
de
novembro
Tempo de mudanças
Queria ser capaz de escrever um texto sobre mudanças, onde o autor faz aquelas analogias bacanas sobre o passado, o presente e o futuro, como aquelas que referem a locomotiva de um trem, ou sobre uma fumaça que passa, ou uma chuva que cai, ou algo assim, e associar isso tudo a nossa vida de mudanças. Mas não sou tão bom assim, como o Pércio, ou o autor bíblico, ou o Verissimo. Na verdade eu não sou nada bom. Mas vou continuar.
Eu já escrevi umas duzentas vezes sobre as pessoas serem aquilo que são, mas aquilo que os outros querem que elas sejam. Ou ser alguém que ela não é só pra ser aceito por um determinado grupo. Queria muito não ter escrito isso de novo, me perdoem.
Isso deveria ser natural. Acontece com tudo mundo. Mas pra mim não é. Todo mundo está mudando, ou quer mudar, ou pensa em mudar. A verdade é que ninguém sabe o quer ser, apenas quer ser aprovado por alguém. Curiosamente, existe uma grande loucura aqui, pois ao mesmo tempo em que as pessoas querem mudar para serem aceitas, elas querem que as outras também mudem. E aí vira uma grande palhaçada onde todos fingem ser o que não são, invocam um ser místico que conhecem de nome, inventam um nome legal pra se identificar e arrumam um jeito de burlar aquilo que elas acreditam.
A tônica do cristianismo é a mudança, e a humanidade inconscientemente deposita sua esperança nos cristãos e/ou no cristianismo. A tônica da campanha e da plataforma de Barack Obama foi a mudança, e a humanidade está depositando sua confiança toda nele. Todos corremos um grande risco de nos decepcionar com o cristianismo, ou com os cristãos, ou com Cristo, ou com o Barack Obama. Talvez a solução para isso fosse se mudarmos: sermos as pessoas que somos e a aceitar o outros como eles são.
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São 4h03min de domingo, e eu estou na casa do Henrique. Queria agradecer a ele por estar acordado comigo, apesar dele estar assistindo um programa sobre óvnis no History Channel com o pijaminha verde-água ridículo dele. Quero agradecer a Faby por ter gerido o embrião do texto e a Débora rabugenta por ter me animado a escrever na madruga.
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Não era o que eu esperava postar sobre o Barack Obama, mas está valendo. Ele não é o messias e não vai mudar o mundo. Foi bom também porque eu aproveitei para aglutinar alguns assuntos que estavam no fundo de algum lugar dentro de mim.
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Eu poderia ter trabalhado melhor a idéia do texto. Mas estou com preguiça, um pouco de sono e também um pouco enjoado por estar de frente pro Henrique com o pijaminha verde-água dele. E também, pela minha falta de capacidade para escrever. Eu queria mudar isso em mim…
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So little time
Try to understand that I’m
Trying to make a move just to stay in the game
I try to stay awake and remember my name
But everybody’s changing and I don’t feel the same
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