16
de
junho
Disfunções familiares
Ninguém sabia, mas o casamento deles estava indo pelo ralo. Depois de quase 30 anos de casado, as discussões estavam cada vez piores, e pelos motivos mais bobos. Qualquer coisinha era razão para ofensas e bicos das duas partes. Seus filhos não sabiam onde isso ia dar.
A última discussão teve uma motivação incrivelmente séria: a posição do papel higiênico. Ele colocava o papel higiênico para cima; ela para baixo. A posição do papel higiênico tinha se tornado uma questão de honra. Ela, bastante nervosa, não acreditava que depois de quase 30 anos percebera que havia casado com um homem sem nenhuma noção de design de banheiros. Ele não acreditava que ela fazia questão da posição de objeto que ele iria passar no ânus. Ela achava um absurdo ele não se importar com isso. Ele achava um absurdo ela se importar com isso. Seus filhos achavam um absurdo eles discutirem por isso.
Fizeram um pacto de não-agressão. Depois de muita conversa, eles resolveram que o lado do papel higiênico seria o de baixo. Para sempre. Todos estavam felizes, alegres e satisfeitos, até que, 5 dias depois, um dos filhos chega em casa e ouve a mãe chorando, como se tivesse perdido um ente familiar. E quase foi. Ao som de ‘Ele me traiu, ele não podia ter feito isso com a gente’, o garoto descobriu que seu pai havia cometido um grande erro: colocar o papel higiênico para cima. Ele não sabia o que falar; então vai para o seu quarto e começa a assistir televisão, até que ouve um barulho de algo se quebrando. Era sua mãe, quebrando um presente que seu pai havia lhe dado. Ele segura a sua mãe que estava completamente possessa. Não pelo capeta. Talvez se fosse pelo capeta, tivesse sido mais fácil. Acho que ela estava possessa pela Tati Quebra Barraco. Depois de algum tempo abraçado com sua mãe, chegaram seu irmão e seu pai. Todos foram pro quarto do casal. Depois de um tempo sem saber o que falar, os irmãos começaram a dar esporro em seus pais. Aquilo era mais absurdo que o time convocado pelo Dunga.
Para não ficar só na conversa, os garotos tiveram a brilhante idéia de trancá-los em seu próprio quarto. E se fizessem pirraça, não iriam ganhar sobremesa.
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Nem sabia que a parada do Firefox ia fazer tanto sucesso por aqui. O lance foi tão incrível que estou pensando em dedicar uma série de 6 textos aqui no blog para ele. E Henrique: quem parece que está usando uma cópia pirata do Netscape Navigator é você, que está usando o (sic) NETSCAP…
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Como o esperado, Cabo Frio foi uma grande bênção. Obrigado a todos que contribuíram para isso!
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Só para deixar registrado: estou acompanhando com curiosidade o desfecho de Mary Jane, no blog do Richard. Outra coisa: estamos no décimo sexto dia do mês de junho, e até agora o Pércio não postou nada. Não sei com vocês, mas ficar sem os textos do Pércio provoca em mim um vazio muito grande.
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