30
de
maio
Geração H2OH
Legal. Jesus estava em turnê, cumprindo sua agenda e indo para Jerusalém. Na fronteira entre a Samaria e a Galiléia, num povoado bem pequeno, Bartolomeu sentiu vontade de ir ao banheiro. Os outros discípulos resolveram lanchar. Foi só descer e a caravana de Jesus foi abordada por dez homens. Parecia que faltava alguma coisa neles. Bem, eles foram tirar foto com Jesus e também pedir um autógrafo para ele. Jesus, bem paciente disse tudo bem, e tal. Mas os caras não estavam satisfeitos e pediram para que Jesus tivesse misericórdia da vida deles (como se Jesus não tivesse). Jesus olhou para cara deles, e como tinha que estar em Jerusalém em poucas horas, disse pra eles irem falar como sacerdote, para que o sacerdote desse uma conferida neles. Jesus continuou lanchando com os seus discípulos, enquanto os dez foram. No meio do caminho, todos eles foram curados de lepra. Tipo, Jesus faz milagre à distância. Ok, você conhece a história. Legal.
O que me perturba na história não é o fato de apenas um ter ido agradecer a Jesus. O que me perturba é a impressão que eu tenho de que só esse um percebeu que havia sido curado. Cara, eles não sabiam a diferença entre estar curados ou doentes; sujos ou limpos. Estavam tão desesperados com sua condição que foram falar com Jesus, mas podia ser o Inri Cristo, ou o Dr. Fritz, ou o Babalorixá Ologunsi, ou alguém do terreiro da Mãe Rita, que recupera a pessoa amada em 3 dias. Eles queriam ser curados, mas não sabiam o que era estar curado.
Desde segunda tenho pensado nisso, porque é o que eu vejo no cristianismo. Pessoas curadas, mas que não percebem que estão curadas, e por isso buscam a cura, e nem voltam para agradecer. É a geração H2OH, cujo conflito de “identidade” a confina numa zona indefinida entre ser água ou refrigerante.
Paulo, falando aos gregos de Corinto, vai dizer que eles são crianças, e teve que alimenta-los com leite, porque não agüentavam comer algo forte, pois não estavam prontos para isso. Hoje em dia, o cristianismo serve uma fartura de leite. Na escalada do crescimento, ainda estamos engatinhando. Ana Paula Valadão que o diga.
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Demorei a escrever porque estou achando meu blog muito chato; tipo “intelectual cristão”. Desde segunda, como disse, estou com este tema na cabeça. O problema é que eu pareço um velho chato, reclamando de tudo e de todos, resmungando, e tudo, e tal. E o pior que eu escrevo aqui parecendo que descobri a pólvora. Na verdade, isso está na cara, só que os olhos de alguns leprosos já caíram…
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Antes que eu me esqueça, este texto tem muita influência e “um pouco” de plágio dos textos que andei lendo no site “Cristianismo Criativo” (www.cristianismocriativo.com.br). Um site bacana, bagunçado, e inteligente, para quem, como Jesus, acha que a lepra não pode permanecer.
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A pergunta que não quer calar: o Edmundo está com piolho?
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Puxa, o lance mais legal que aconteceu essa semana foi eu reencontrar com uma banda que eu me apaixonei mês passado, assistindo o show na tv. Só que eu me esqueci do nome dela. Daí na quarta eu achei por acaso. Não sei se vocês conhecem Keane. Fica aí a sugestão: Hamburg Song (http://br.youtube.com/watch?v=Y7YDQkc76Aw).
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No, don’t wanna be the only one you know
I wanna be the place you call home
I lay myself down
To make it so, but you don’t want to know
You take much more
Than I’d ever ask for
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