SE eu TIVESSE ASAS

Estou certo de que estou errado sobre muitas coisas, embora não esteja certo exatamente sobre quais coisas estou errado.

29

de
fevereiro

História mais ou menos de amor

Ela e ele haviam sido feitos um para o outro. Só que não sabiam disso, e então o destino resolveu dar uma ajuda. De início, foram matriculados no mesmo Jardim de Infância. Uma tímida amizade se efetivou em amizade quando a família dela se mudou para perto da casa dele. Começaram a ir para a escola juntos. Se tornaram inseparáveis, até que ela se mudou. Como ele era criança, tinha cinco, seis anos, sentiu falta nos primeiros dias. Quanto tempo é necessário para se esquecer alguém? Cinco dias?

 

A família dela resolve voltar. Voltar para antiga cidade, o antigo bairro. A antiga casa havia dado lugar a uma clínica veterinária. Foram então para um prédio, na esquina. E quem também estava morando no prédio? Ele, é óbvio. É claro que foi o destino.

 

Eles não se lembravam um do outro. Mas seus pais sim, então acharam fofo retomar a amizade antiga. Voltaram a estudar na mesma turma. Passavam a tarde estudando. Iam à igreja juntos. O tempo vai passando, eles se tornando confidentes… Os primeiros namoros. Os primeiros rolos. O que fazer, como fazer…

 

Mas o destino não estava satisfeito. Eles haviam sido feitos um para o outro, lembra? Então, o destino dá sua cartada final. Ela terminou um namoro. Ele há algum tempo na seca. O ambiente propício havia sido criado. Só faltava eles perceberem. E eles perceberam. Haviam saído numa noite. Normal, já haviam saído sozinhos várias vezes. Na volta, pararam em frente à porta dela. Um estalo, a ficha cai. Um beijo. Um beijo tímido, que depois se efetiva em beijo, de verdade, com direito a mordida na orelha. ‘E o que vai ser agora?’, perguntou ela. ‘Acho que chegou o momento da gente arriscar’, responde ele, com um beijo logo em seguida.

 

Um mês de vácuo. Os dois continuaram a amizade, como se nada tivesse acontecido. Tocaram no assunto só uma vez. Ele disse ‘é preciso arriscar com prudência’. Não havia mais beijos, só abraços tímidos. Eventualmente, eles se evitavam.

 

Segunda passada, ela foi à casa dele . Deu um abraço nele. Sorriu, e disse: ‘Cansei de você’, o abraçou, sorriu de novo e foi embora. Ele terminou o pedaço de pão e voltou a dormir. E o destino está até agora sem entender nada.

 

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Eu e Ana Clara resolvemos analizar blogs. Até tentamos hoje. Só não sabemos de onde começar.

 

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Então, todo achando que estavam espionando a Petrobrás e quem roubou os laptops foram ladrões de galinha, que nem sabiam como ligar os aparelhos. É cada uma que acontece…

 

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E o Ronaldo? A questão não é se ele vai se recuperar. Recuperar ele vai. A questão é: ele vai ter saco para jogar futebol? E não vem com essa conversa que a motivação dele é se recuperar pra encerrar a carreira no Flamengo. Ronaldo não jogará no lado negro da força. Talvez Ronaldo vá para o Botafogo. Esse tipo de coisa que acontece com o Ronaldo é o tipo de coisa que só acontece com o Botafogo. Aos botafoguenses, minha solidariedade.

 

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Aproveitem hoje, 29 de fevereiro. Ele só vai voltar daqui a 4 anos…

 

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20

de
fevereiro

Gelo e cuba libre

Jóia. Fidel pediu pra vazar, depois de 49 anos no poder. O mito, herói, sonhador, revolucionário, didator e comunista frustrado saem de cena e agora, as coisas reais que nos lembram Cuba ficam restritas a charutos e a perfumes em formato de charuto. As surreais são Che Guevara, Fidel e aqueles cubanos viajando pra Miami sentados em uma câmara de ar.

 

Dizem que o Bush está comemorando muito isso. É uma vitória da democracia, pode pensar alguns. Não é nada. Cuba vai continuar como está. O povo cubano não sabe governar. Por isso Bush está comemarando. Mas isso é passageiro. Na hora que ele acordar da ressaca, ele vai ver que a realidade não é tão feliz assim. Sem Saddam e Fidel, quem Bush vai perseguir? Alguns analistas dizem que ele vai estatizar o google para procurar Osama. Outros apostam que a nova idéia fixa será Kim Jong II, ditador da Coréia do Norte. Alguns, mais sensatos, apostam que a única coisa que Bush quer é aposentar e ir caçar no Texas.

 

Eu gostaria que Bush, numa daquelas ‘cruzadas contra o terror e devaneio democrático’ começasse a perseguir Eurico Miranda, ditador do Vasco. O Vasco se tornaria ganharia status de assunto prioritário na sucessão presidencial de lá. Hillary, indecisa, seria a favor, depois contra, e depois, choraria. Obama, iria dizer algo que algum político já disse, e que faria muito sentido, seja lá qual fosse sua opinião. McCain, completamente a favor da invasão à nau cruzmaltina. Depois de muita luta, tiram Eurico e colocam um interventor, que aplicará os recursos do governo americano, transformando o Vasco num time de ponta e reconhecido internacionalmente.

 

Posso até ter sido ridículo, mas é válido lembrar que um sonho a mais, não faz mal…

 

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As aulas começaram na segunda e eu já estou cansado. O sono começa a perturbar às 21h ontem e hoje, 9h ainda me atormentava… Aliás, vale lembrar que esse ano a grade é a melhor de todos os anos.

 

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Acho que eu não vou pro myspace. Por enquanto, não me sinto à vontade lá.

 

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15

de
fevereiro

Das coisas que eu não entendo

O Verissimo escreveu um texto outro dia sobre a bolsa feminina. Ele traçou um paralelo entre a mulher e o homem: por dentro somos praticamente iguais, fora nas parte óbvias, onde somos convexos, elas são côncavas, e em outros detalhes, é quase a mesma coisa. Apesar disso tudo, o ser humano não conseguiu decifrar duas coisas nas mulheres: o cérebro e a bolsa.

 

O Caique vai poder dizer se existe diferença entre o cérebro masculino e o feminino. Eu, sinceramente, não sei. Uma bolsa feminina não deveria ser diferente a qualquer outro tipo de coisa que guarda e transporta outras coisas. Mas, é incrível: a mente e a bolsa feminina parecem ter acesso a mundos, dimensões, fontes inacessíveis ao pensamento e a mão dos homens. De onde elas tiram aquillo tudo?

 

Acho que teremos essa resposta na mesma semana que conseguirmos entender como funcionam as eleições americanas.

 

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Bem amigos, estou pensando seriamente em mudar. Ontem eu entrei no MySpace, que eu ainda estou aprendendo como funciona. É melhor entrar agora antes que vire modinha, como o orkut. Estou começando a achar melhor ter tudo no mesmo lugar: perfil, fotos, vídeos, músicas, blog. Fora a troca do nome do blog, coisa que tenho pensado seriamente em mudar, e a oportunidade de sair do terra. O que vocês acham sobre isso? Enquanto pensam, acessem: www.myspace.com/elvinopinheiro .

 

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Apesar do Caique ter me pedido encarecidamente não falar de política aqui, não consegui resistir. Hillary Clinton (www.hillaryclinton.com) ou Barack Obama (www.barackobama.com)? Essa disputa é melhor do que a próxima, entre o democrata escolhido e o John McCain (www.johnmccain.com), que já é o candidato republicano. Hillary tem a seu favor ter perdoado o Bill, que já foi presidente, no caso que levantou uma das questões mais controversas do mundo científico: sexo oral pode ser considerado como sexo, ou é algo como beijar na boca? Obama tem um perfil completamente diferente de um presidente americano: é negro e havaiano! Essa coisa do Obama, de mostrar que "a América" pode acreditar na mudança, tem dado certo. Apesar de batista, nunca gostei muito dos republicanos. Entre Hillary e Obama, acho o Obama mais candidato. "Estou pedindo pra vocês acreditarem. Não apenas na minha habilidade de trazer uma mudança real em Washington. Estou pedindo pra vocês acreditarem em vocês."

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8

de
fevereiro

Esquindô, esquindô

Eu gosto de carnaval. Aquelas coisas da fantasia, da aplicação, da festa, dos blocos, das marchinhas, daquele monte de mulher com o peito de fora (respeitosamente, claro)… Curioso e estranho fosse se eu não gostasse de carnaval. Mas no meu universo ‘crente’, é estranho.

 

Faço parte de uma geração de crente que acha que carnaval só existe para fazermos ‘retiros espirituais’, onde grande parte das pessoas que vão só vão porque querem fazer merda e utilizam a figura de crente pra se esconder e de onde a liderança sai estressada dizendo que nunca mais vai organizar nada.

 

Não quero vocês entendam que eu estou defendendo o carnaval, ou fazendo apologia à ‘festa da carne’ e a luxúria. Nem estou apoiando os que entregam tanto o corpo quanto a alma a isso. Não estou falando desse carnaval cheio de peitos, bundas, cachaça, sexo e mortes na estrada. Isso foi o que a mídia e as escolas de samba transformaram em carnaval. Estou falando na alegria de viver e de curtir a vida. Sem ‘alegorias’ (entenderam o trocadilho?), mas penso que quando descansou no sétimo dia (provavelmente curtindo Arraial) e quando criou a coisa do ‘lembra-te do sábado para o santificar’, Deus estava preocupado no descanso do seu povo. É ter alegria por estar vivo e sentir a diferença que Deus faz nisso. Melhor pensar que a vida é passear por Laranjeiras num desfile do Laranjada do que viver numa eterna quarta-feira de cinzas.

 

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Para os que se lembraram de Deus e foram à PIBI no domingo, viram algo tão impossível como vitória do América no Carioca. Eu além de tocar piano no louvor e dirigir o louvor (êita tempos de cultos de quarta!), cantei. Segundo alguns, é o piloto pra se lançar a carreira solo. Valeu Pércio, Alan, Aline e Sarinha pelo apoio, confiança e coragem de tocar/cantar comigo. E ao Diogo, por conseguir transformar um ensaio numa repetição digna de David Quinlan.

 

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E o Romário? Brigou com o papai Eurico e se mandou. Já tinha um tempo que ele queria largar tudo e se dedicar a atividade de ex-jogador. Esperou a primeira coisa que aconteceu, criou um estardalhaço e vazou. Agora, abre margem pra uma possível volta. O negócio é que no Brasil, dirigente sempre escalou time sim, não importa o que esses técnicos digam. E o Romário nunca foi técnico de futebol. Quem ‘comandava’ as atividades, definia a tática e ficava à beira do gramado era o Alfredo Sampaio. Sob a tutela do Euricão, claro.

 

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Alguns têm me questionado o porquê dessas chuvas nesse verão, e a existência dessa Zona de Convergência do Atlântico Sul. A única resposta que eu tenho é: sol + chuva = casamento de viúva. Chuva + sol = casamento de espanhol.

 

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