SE eu TIVESSE ASAS

Estou certo de que estou errado sobre muitas coisas, embora não esteja certo exatamente sobre quais coisas estou errado.

31

de
janeiro

Acordei bemol

acordei bemol

tudo estava sustenido

sol fazia

só não fazia sentido.

 

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Brilhante vitória do Vascão ontem. O time jogou bem, apoiando bem principalmente no trabalho Morais x Wagner Diniz, e no segundo tempo com Alex Teixeira x Wagner Diniz. Tiago mostrou que é carismático, e vai ser símbolo da torcida. O time ainda tem que jogar com menos sono e mais disposição. Muito bom ver o Vasco. Como disse a alguns, vai ser a grande surpresa de 2008.

 

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Hoje eu tava a fim de postar. Postar a saudade que eu to sentindo do David (que foi já tem quase um mês), do Richard (que foi a uma semana, e já se esqueceu daqui), do Henrique (que tinha ido, mas já voltou), da Ana Clara e de seus textos e do Caique (que nem foi, mas já estou sentindo falta). Aliás, ontem eu caminhei com o Caique e foi muito bacana.

 

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Finalmente um texto interessante no blog. Apesar de estar com vontade de escrever, eu não ia escrever nada, mas li esse texto do Paulo Leminski, um curitibano que era escritor, poeta, tradutor, professor e faixa-preta de judô. Daí a preguiça foi embora, porque tudo o que eu queria escrever, achei escrito! Creio que o chat que se tornou a seção de comentários não vai render nesse texto. A única certeza que eu tenho é que vai ser um prato cheio pra Pâmela, a filósofa Bomjesuense!

 

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E janeiro vai embora, abrindo espaço pro fevereiro, pro carnaval, e pra volta de meus amigos…

 

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24

de
janeiro

Nostalgia

Semana passada estive no melhor lugar do mundo (não era Arraial, apesar de achar que Deus fez Arraial pensando no dia de descanso que ele teria). O melhor lugar do mundo é o Sítio do Sossego em ANVER.   Foram 5 dias de ralação, acordando 5h40min e indo dormir bem depois de 0h. Eu ralei mais que os Embaixadores no núcleo. Foi aí que eu percebi que tinha alguma coisa errada.

 

Quando eu acampava como Embaixador, as coisas eram diferentes. O Vasco não perdia para o Madureira, disputava um campeonato pra ser campeão. O Lula era oposição, o Richard já estava com sotaque de paulista de novo e a Sandy cantava com o Júnior. Voltando ao assunto, a gente tinha que se destacar de alguma forma. Alguns se destacavam fazendo merda. Outros, como eu, preferia deixar pra me destacar em alguma coisa que era bom. No gol, por exemplo. Na gincana bíblica. Um conselheiro nunca iria esperar de mim que eu fizesse grito de guerra, ou a música do núcleo, ou então que eu ficasse pulando levando meu núcleo a pular também. Deve ser por isso que eu nunca ganhei As do núcleo, só Acampante de Honra.

 

Se os garotos estão diferentes, o que dizer dos conselheiros? Alguns, se tentassem imitar a Ana Carolina, poderiam até nos enganar. Tinha uns lá que quase voavam de tão boiolas. Outros, não agüentavam pagar flexão, ou fazer uma corridinha mixuruca, ou ficar em forma sem mexer (até porque, em forma não se mexe), que disseram que o que fazíamos era promover a humilhação pública entre os garotos. Ofuscado por isso, tivemos que ver o núcleo dos Valentinhos (para meninos de 7 e 8 anos) vencer.

 

Na maior semana do Acampamento Nacional de Embaixadores do Rei, o grande destaque foi a direção da semana (Flávio e Fabrício), que mesmo ‘castrada’, conseguiu conduzir a semana, e os comandantes de núcleo (Fernanda, Perneta, Vitinho, Rafael, Fabiano, Rafael e Alan), que souberam ‘incendiar’ os núcleos. Chato falar que num acampamento de ER’s se destacaram os conselheiros. Isso tudo é culpa de Naruto.

 

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Para as 3 pessoas que ainda lêem este blog (eram 5, mas em janeiro 2 tiram férias), eu peço perdão. Eu juro que iria escrever semana passada, mas por estar no ANVER, não deu tempo. Quando eu peguei o computador para escrever, a placa de internet deu problema. Comecei a escrever na segunda, mas fiquei com preguiça e resolvi escrever ontem. Como o jogo do Vasco estava para começar, resolvi escrever hoje. Pelos pequenos transtornos que causei, minhas sinceras desculpas. Pelos grandes transtornos, não me responsabilizo (obrigado, Verissimo!).

 

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Respondendo a Pâmela:

 

Pq vc é assim??

R.: Por causa dos 23 pares de cromossomos que herdei de meu pai e minha mãe, fora alguns fatores externos.

 

Pq seus post parecem que eu estou postando?

R.: Não parece não. Você que absorve demais tudo que eu escrevo aqui!

Pq as vezes falamos o que ñ devemos?

R.: Porque é legal ver o circo pegando fogo.

Pq eu ñ me entendo?

R.: Você não deve ter lido ainda o manual de instruções…

Pq estou fazendo essas perguntas pra vc?

R.: Pra você passar o seu tempo livre e acabar ocupando o meu.

Pq eu me indentifiquei com uma pessoa que NUNCA pensei que fosse conversa tanto?

R.: Identificamos com pessoas que não temos tanta afinidade assim, nos apaixonamos pela professora, queremos ser jogadores de futebol ou artistas, presidentes da nação, motoristas de ônibus ou então carteiros…

Pq eu sinto segurança ao ler seu blog?

R.: Porque esta área da internet é segura, além de seu anti-vírus estar ligado.

Pq com cada palavra eu aprendo?

R.: Tente fazer palavras cruzadas. Garanto que você vai aprender mais.

 

Resposta Geral.: Acho que você deve procurar algumas ferramentas da internet, como a Wikipedia, o Yahoo! Respostas, ou o Google.

 

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Daqui a um mês, quando você voltar

A lua vai estar cheia e no mesmo lugar.

 

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7

de
janeiro

Algumas coisas mudam

Amor. É por isso que as pessoas se casam. Ou pelo menos, deveria. No caso deles, sim. O amor deles era tão grande que as pessoas sentiam inveja. Talvez seja por causa disso que tudo mudou. Ou não. Desgaste natural das peças não são cobertas pela garantia.

 

Eles eram amigos de infância. Daqueles que não se separam. Naturalmente, descubriram muitas coisas juntos. A paixão foi uma delas. Namoro, casamento, tudo muito natural. Era a coisa mais linda. Mas o tempo começou a pregar uma peça daquelas que a gente fica um tempão pensando sem chegar a conclusão alguma.

 

Eram felizes até que algo estranho passou a acontecer. Tinham uma necessidade de auto-afirmação, de querer manter algo. E o algo em questão era o casamento. A coisa ficou tão estranha, que começaram a não reconhecer um ao outro. Era esquisito. Eles não se falavam mais. Não se olhavam mais nos olhos. Mas mantinhas as aparências. Eram o casal perfeito. Eles tinham nascido um para o outro.

 

Com o tempo, já não faziam questão de estar sempre juntos. Ele, às vezes, passava a noite num hotel. Às vezes, um fim de semana inteiro. Já não se davam muita satisfação. Ele buscou ajuda. Tentaram conversar. Ela concordou em parte. Mas algo havia perdido em seus olhos. Uma solução precisava ser encontrada.

 

Ele queria salvar o amor que um sentia pelo outro. E só encontrou uma alternativa. Foi em casa, e quando foi conversar com sua mulher, ela lhe entregou sua mala pronta.

Ele jurou estar ao lado dela até o fim.

 

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Como seria uma pessoa igual a Amanda? Estou aqui pensando enquanto as palavras brincam de pique-esconde em minha mente, o que é legal, porque pelo menos elas estão fazendo alguma atividade física. Alguém como a Amanda é alguém que te traz uma sensação de paz incrível. É alguém que te faz crescer, apenas te ouvindo. Que conversa contigo por horas, te fazendo esquecer do lanche que está esfriando na cozinha. E principalmente, alguém que está perto de você mesmo que a distância seja de quase 1000km de distância.

 

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O Caíque pediu a mim ontem previsões para 2008. Não tinha idéia do que falar, então disse algumas coisas pra ele. Pensando melhor agora, prefiro não fazer previsões. Prefiro me supreender com o que o ano irá me oferecer.

 

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Hoje minha mãe chega de Salvador. Ela está trazendo um boné do Projeto Tamar, pra mim. Não sei muito o que a Bahia tem para oferecer a uma pessoa. Talvez a lição principal que um baiano possa te ensinar é que atrás do trio elétrico, só não vai quem já morreu. Isso outro dia fez muito sentido para mim.

 

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Em 2008, nossos sonhos serão verdades…

 

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4

de
janeiro

A última bolacha do pacote

Eu sempre me achei uma pessoa maluca. O grande problema em você ser maluco é quando as pessoas começam a te achar maluco e você acaba endoidando de vez. Pior que maluco, sempre me achei uma pessoa cheia de erros e marcada por eles, e isso me envergonha muito.

 

Gosto de observar as pessoas. Elas são meio que meus objetos de estudo. Tenho o defeito de, às vezes, enfia-las num tubo de ensaio e ficar por dias analisando-as. É errado, eu sei. Mas surpreendente e de uma certa forma, aliviador.

 

Quando eu olho a meu redor, vejo gente de todo o tipo. Posso dividi-las em dois grupos, a grosso modo: os influenciadores e os influenciados. Os influenciados são sintetizados em nunca quererem ser eles mesmos. Sempre querem ser diferentes. Os influenciadores também, a diferença que eles dizem o que os influenciados têm que ser. Os influenciadores formam opinião, mesmo que não saibam o que isso quer dizer. A maneira que eles vêem o mundo contradiz aquilo que o mundo é, na realidade. Eles são o dono da bola. Sem eles, não tem jogo. Eles querem ser dono da igreja e de sua vida. Sem eles, você é mais infeliz. Sem eles, nós estamos fadados ao fracasso. Sem eles, não existe mundo. Todos esperam que eles façam alguma coisa. Algumas pessoas ainda acreditam neles. E eu não faço questão de viver com eles.

 

É por causa de pessoas assim que eu não me acho tão errado.

 

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O que eu espero em 2008? Estudar mais, escrever mais, pensar mais, ter um relacionamento melhor com Deus e não envergonha-lo tanto. Espero também conhecer pessoas como a Amanda. E também, ficar mais perto de pessoas como Richard, David, Caíque, Clerinho…

 

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O Richard leu meu blog esses dias e me perguntou de onde eu tiro essas comparações loucas. Sinceramente, eu não sei. Acho que vem das minhas percepções de espiritualidade. Ou então, de minha maluquice mesmo.

 

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Nem acredito que estou conseguindo finalizar o texto. Primeiro, a Ana Clara me liga. Depois, um cliente mala ficou me alugando por um tempo. Depois, meu pai, e depois, o Richard. E ainda ficam reclamando que eu não escrevo muito no blog…

 

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Para algumas pessoas, hoje é 4 de janeiro. Para mim, hoje é o dia do meu aniversário.

 

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