SE eu TIVESSE ASAS

Estou certo de que estou errado sobre muitas coisas, embora não esteja certo exatamente sobre quais coisas estou errado.

26

de
dezembro

Algumas coisas nunca mudam

Quando eu tiver um mano,

o nome dele vai ser Herrar, porque

Herrar é O mano.

 

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Dois mil e sete foi o ano da promessa pra mim. Prometeu tanta coisa e cumpriu quase nada. Não sei se vou ficar com saudade dele. Uma das coisas legais do ano foi que eu viajei pra caramba, e viajar sempre é bom. Enfim, 2007 já é passado. Que venha 2008, e os Jogos de Pequim!

 

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Engraçado a capacidade da Pâmela de filosofar em tudo o que eu escrevo aqui… Era só um conto de Natal. Bem, eu quero ver você conseguir filosofar com este texto, que é uma pequena homenagem ao Ricardo, já que há pessoas que acham que eu não gosto dele. E também uma homenagem ao Richard, (que dizem ser Ricardo em inglês) meu irmão mais novo, e ao Douglas, que é irmão do Richard e que chega amanhã.

 

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24

de
dezembro

Conto de Natal

Era uma vez um menino. Já tinha seus treze anos. Era noite de Natal, e ele havia passado o dia pensando numa maneira de passar a noite inteira acordado, até que ele, o bom velhinho Noel, chegasse em sua casa. Sua mãe nem acreditou quando ele disse aquilo, afinal, Papai Noel não existe. Mas ele não queria crer naquilo. Ele precisava de uma audiência particular com Papai Noel. Biscoitos, Refrigerante, biscoito e um dvd com os melhores jogos do Flamengo de Zico. Se os jogos não dessem, já estava com o box da 4ª e 5ª temporada de "Os Simpsons". Ele estava obstinado com aquilo.

 

Meia-Noite. É servida a ceia. Eles resolveram não viajar naquele ano, e o garoto achou aquilo ótimo. Ia ser naquela noite que ele ia interrogar o Papai Noel. Por que ele distribuia presentes. Por que ele nunca dava o que ele realmente queria. Como um trenó com um velho gordo consegue voar sem motor. Por que panetone: ele odiava panetone. E no final, ia mostrar ao velho o quanto ele havia sido bom menino durante o ano todo, só para ter o prazer de conversar durante a noite com ele.

Seus pais vão dormir. Seu irmão também. Ele fica sozinho, na sala. Resolve ver primeiro Os Simpsons. Vê as duas temporadas completas. Olha para o relógio. São três e meia, e nada. Ele começa a ficar preocupado. Será que aconteceu alguma coisa? Põe o dvd do Flamengo. Acaba dormindo no depoimento de Pelé sobre o Zico.

 

Acorda às nove, com sua mãe perguntando como havia sido a noite com Papai Noel. Ele boceja, olha sério pra sua mãe, e responde: Aquele velho filho da puta não existe. Depois vai para o seu quarto e dorme até meio-dia.

 

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Um natal sem cara de Natal. Geralmente o fim de ano me motiva. Mas é só um ano que está acabando e um outro que está começando. O Pércio escreveu algo sobre isso que eu achei tão válido que vou postar aqui:

 

"Tipo, são muitas coisas que temos que esperar de muitas outras coisas, sempre tem isso em virada de ano: ano que vem eu faço dieta, ano que vem eu paro de fumar, ano que vem eu faço uma plástica, ano que vem eu como angu… E coisas do tipo. Mas na verdade, nós deveríamos levar a virada de ano como uma simples virada de dia, e colocar tudo num papel; se nós não fizermos nada, nada vai ser feito. [...] É isso aí (ou não)."

 

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E a Ana Clara? Depois do leitor entrar em êxtase, ela vem e corta o barato (ou o tesão, como ela mesma disse). Ana Clara sente prazer nessas coisas. Acho estranho. Um excelente texto de Natal. E prepare-se para perder o tesão: http://meuinteiro.blogspot.com . Realmente existem coisas que ficam pela metade. O prazer em ler o melhor texto de Natal, por exemplo.

 

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E por falar em fim de ano, já defini a trilha sonora de despedida de 2007: será o Live from Hawaii - The Farewell Concert, do Audio Adrenaline. Gosto demais desses caras. Gosto deles como gosto de Resgate. E no caso deles, nem back vocal tem, o que deixa o som mais característico. Foram a banda oficial da cruzada Billy Graham. Esse ano, eles encerraram o tempo de banda com este álbum. Uma pena, pois eles são meu exemplo de pessoas que fazem a coisa certa da maneira certa.

 

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Feliz Natal! (E não se esqueçam de nesta noite, olharem para o céu em busca de uma estrela, no mínimo, diferente…)

 

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18

de
dezembro

Cartas esperam respostas

Um era ligado ao outro. Não se sabia qual era origem dessa identificação toda. Quando olhavam para um, enxergavam o outro. Ninguém mais sabia qual era a personalidade de um e qual era a personalidade do outro. Faziam tudo juntos. E o tempo foi passando, e junto com ele veio o instinto. Era necessário migrar para o sul. Um começou a preparar suas coisas. O outro não podia deixar seu lugar e resolveu ficar e cortar suas próprias asas. Sozinho, já não valia a pena voar.

 

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Um garoto escreve para Papai Noel. Ele não era bagunceiro. Ele não era desobediente. Ele não era teimoso. Ele não era feliz. Sua mãe o abandonara. Tinha esperanças que sua mãe um dia iria voltar. Tinha esperanças que um dia, Papai Noel iria perceber que ele merecia ter seu pedido atendido.

 

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Existem ex-amigos? Foi feita esta pergunta para ele. Pigarreou, tentou desconversar, mas a pergunta não queria calar. Depende do seu conceito de amizade, respondeu com uma típica resposta evaziva. Desconversou e tratou logo de mudar o assunto. Mas aquilo lhe tirou o sono. Amigos de verdade nunca se separam, mesmo com toda a distância do mundo, ele tentava argumentar consigo mesmo. Mas olhava ao seu redor e não conseguia ver ninguém. Quem estaria com ele apenas por amor? Todos estavam junto a ele por interesse. Tentou pensar em alguém. Não conseguiu. Ninguém ligava pra ele só por ligar, ou então para ver como ele estava. Não se importavam com ele. Seus amigos não gostavam dele, mas das coisas que ele fazia para eles. Se sentiu enganado. Não tinha uma resposta. Existem ex-amigos? Existem ex-amigos? Existem ex-amigos? A ficha caiu. E com ela, uma pergunta que serviu de morfina para aquele momento: E existem amigos?

 

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Sozinho em uma ilha, atiro no oceano uma mensagem dentro de uma garrafa para, na manhã seguinte, descobrir cem milhões de garrafas na praia.

Acho que não estou sozinho em estar sozinho…

 

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"Sim, é claro que vocês são uma carta escrita pelo próprio Cristo e entregue por nós. Ela não foi escrita com tinta, mas com o Espírito do Deus vivo; ela não está gravada em placas de pedra, mas em corações humanos."

(2 Co 3:3)

 

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13

de
dezembro

Pato aqui, pato acolá

Acho que o pato mais famoso do mundo é o Donald. A versão humana dele é o irmão do Weverthon, que fatalmente não sei escrever o nome. Donald é aquele mala sem alça, que vive dando furo, correndo atrás da Margarida, puxando o saco do tio Patinhas e querendo ser o Mickey, que é um rato. O tio Patinhas é um velho que fica engraçado por que ele é viciado em dinheiro. Poderia ser viciado em jogos, ou em crack, ou em futebol, ou em pornografia. Mas ele é viciado em dinheiro, e sua obsessão o torna divertido. Tem também o patinho da Mr. Cat, que apesar do nome se referir a um gato, a imagem é de um pato. Tem também o Alexandre Pato, garoto que é mais novo que eu, é muito mais bonito do que eu, joga muito mais que eu e por isso, ganha muito mais que eu. Craque do futebol brasileiro, que vai estourar com certeza.

 

Acho que esses são os patos mais famosos que eu conheço (pelo menos são desses que eu me lembrei). Fiz esse pequeno histórico por que ontem fiquei pensando que não podemos ser como patos. Patos são bichos desajeitados. O Pateta é um cachorro, mas tem espírito de pato. Como nos versos de Vinícius de Moraes: o pato era tão estúpido, fez tanta merda que acabou indo pra panela. Pato não é um bicho legal. Olhando pra ele, você até o admira. Mas veja bem: é um animal que anda, que voa e que nada. E não faz nenhum dos três direito. E é essa a minha diferença em relação aos outros. Eu posso fazer mais de uma coisa, mas devo fazê-la muito bem. 

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Gerou mais "polêmica" que eu imaginava (como se o mundo inteiro lesse e comentasse meu blog bobo). Até o David apareceu para comentar. A Pâmela, que já virou sócia do blog, escreveu um texto maior que o post (inclusive, eu sugiro que ela crie um blog para ela). Acho chato ter que ficar explicando texto, mas eu só quero ressaltar 2 coisas dele que eu acho importante: não quero relação com ‘patos’ e ‘porcos’ que continuam amadoramente à frente da PIBI. É só isso. Se eles quiserem continuar sugando, tudo bem. Não vou se louco de dizer que sozinho vou conseguir impedi-los. É como a CPMF: a gente não concorda, mas paga. Vão fazer a mesma coisa que Fidel fez com Cuba. Segundamente, quando me referi à SIBI, não disse que ela é o céu. A questão é que a SIBI tem o melhor conjunto, do mesmo modo que o São Paulo. Mas o São Paulo não é o melhor time do mundo (inclusive, acho o time do São Paulo muito limitado). Mas a SIBI sinaliza onde nenhuma outra aparece. Como o São Paulo. Lógico que isso é uma visão de fora. Com certeza David, tem a visão do dia-a-dia, do que realmente acontece. E com toda a certeza ele vai estar mais certo que eu. E ai de mim discordar do meu pastor.

 

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Falando em CPMF, não fiquem felizes. Ela pode até ter acabado com o nome Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira. Mas o governo aprovará, em janeiro, uma emenda constitucional, com outro imposto, com o mesmo papel. É uma das minhas apostas pra 2008.

 

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E hoje hein? Quinta-feira 13, aniversário do Diogo. Sei que ele não lê o blog, e nem vai ler. Inclusive já falei com ele hoje. Sem dúvidas, ele continua bem enxuto. Parabéns por ter concluído o Stage 18. E prepare-se pro 19. Abração cara.

 

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"Jogador de futebol tem que ser completo como o pato, que é um bicho aquático e gramático."

(Vicente Matheus, ex-presidente do Corinthians, sobre como seria o jogador ideal.)

 

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11

de
dezembro

Por um bando de Loucos

Você com certeza ficou sabendo que o Corinthians está rebaixado. Não sei se ficou sabendo que este é o grito de guerra da torcida corintiana: "Aqui tem um bando de loucos… Loucos por ti Corinthians, Aqueles que acham que é pouco, Eu vivo por ti Corinthians"! Para alguns, isso não passou de uma das loucuras exacerbadas do futebol, mas refletindo aqui em Guarulhos, lugar que parece ter mais corintiano do que gente, pude pensar na devoção dessa galera e o quanto eles são realmente loucos pelo Timão.

 

É uma lástima o que aconteceu com o Corinthians: um time grande se transformando em time pequeno. Foi uma espécie de "Crônica da Morte Anunciada". Mas a gente pode tirar algumas lições com o que aconteceu com a galera do Parque São Jorge. Fiquei imaginando na PIBI, e o quanto eu sou louco pela PIBI. Mas o que está acontecendo com a PIBI meio é o que aconteceu com o Coringão. Os administradores da igreja são tão profissionais quanto a galera que cuidava do Corinthians era. Tratam a igreja como um negócio de família, daqueles armazéns que vendem de tudo. Pessoas que vem cuidando da igreja como se ela fosse suas propriedades privadas. O amor, primordial a um cristão, nunca existiu.

 

Enquanto todo mundo está indo embora da PIBI neste momento, após ter assistido o Paulo César quase se aposentando e o excelente Logos, espero que essa galera que é o câncer da igreja se mandem, como um catarro é expelido de um pulmão (não encontrei melhor comparação ). E quero deixar explícito aqui, neste espaço, o meu amor pela igreja. E que até na segunda divisão (se é que existe segunda divisão para igrejas) meus esforços estarão voltados para que a PIBI volte a ser um dia uma potência de loucos.

 

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¿Por qué no te callas? Acho que essa é a pergunta do ano. Há quase um mês eu tento escrever um texto sobre isso. Às vezes, é melhor ficar calado. Como canta o Gerson Borges, porque quando o Senhor nos fala [...] nosso ser se cala. Aliás, minha vida seria outra se eu passasse mais tempo "Em Silêncio". No caso do Chávez, já estava passando da hora de alguém mandar esse cara enfiar o petróleo dele no rabo.

 

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A PIBI é o Corinthians? Ainda não. Mas pode acabar virando se a estrutura de organização continuar assim. E o pior: a PIBI não tem uma galera louca por ela, como a torcida do Corinthians. Quer piorar as coisas: não tem gente nem louca por Jesus lá. E se nós estamos nos transformando em Corinthians, quem seria o São Paulo? É claro que é a SIBI. Uma excelente estrutura, uma administração competente, e uma "torcida" feliz. Enfim, modelo de vitória que deveria ser copiado por todos nós.

 

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