O que estou fazendo aqui? Sair de Itaperuna às 19h; chegar em Sampa às 7 da manhã; ficar esperando busão até 11h40min e chegar em Santa Cruz das Palmeiras 16h20min. Por mais preparado psicologicamente que você está, você nunca está o suficiente. Pensar no porquê de eu estar sempre aceitando participar dessas paradas me assusta, e aqui não foi diferente. Me assustou na primeira impressão, e estamos na terça e eu continuo assustado…
Na vinda pra cá, na rodoviária Tietê, conheci a Odeth e a Soninha. Odeth é a missionária do campo; Soninha é participante do projeto. Me deixaram com medo. Fui a "Igreja Batista" daqui no culto à noite. O medo foi a seu ápice, e olha que a equipe nem tinha chegado ainda. E eu só tinha o Clerinho , um livro do Verissimo e meu telefone celular.
Na segunda de manhã as meninas chegaram. Elas completaram a equipe. Paola, uma ex-seminarista (a observadora e nossa líder); Karin, a menina da organização; Mariana, a mais nova e Amanda, a mais séria; e também a mais conversável. Todas jovens. Nenhuma diaconisa. Ponto positivo! Todas mulheres do sexo feminino! (O que é muito bom por um lado, mas imagine quando todas estiverem com TPM?)
Começamos a traçar o cronograma (que não estava pronto) e ficamos a segunda toda fazendo isso. Formamos duplas e me separaram do Clerinho e me deixaram com a Mariana, o que está sendo muito legal.
Santa Cruz das Palmeiras é um lugar muito estranho. Parou no tempo, mas a maioria da população tem carro do ano, e até importado! Tudo fruto da plantação de laranja, da cana de açúcar, da venda de drogas e da exploração do nordestino. É neste contexto, entre mulheres tão loucas quanto a minha galera de Itaperuna que eu me encontro.
Tudo isso acontece quando a gente se põe a disposição de Deus…
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Diário de Front I - Santa Cruz das Palmeiras-SP
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Sim, meu blog ainda existe…
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