SE eu TIVESSE ASAS

Estou certo de que estou errado sobre muitas coisas, embora não esteja certo exatamente sobre quais coisas estou errado.

16

de
abril

Prólogo

Muito além, nos confins inexplorados da região mais brega da Borda Ocidental desta Galáxia, há um pequeno sol amarelo e esquecido.

Girando em torno deste sol, a uma distância de cerca de 148 milhões de quilômetros, há um planetinha verde-azulado absolutamente insignificante, cujas formas de vida, ‘descendentes de primatas’, são tão extraordinariamente primitivas que ainda acham que relógios digitais são uma grande idéia.

Este planeta tem - ou melhor, tinha - o seguinte problema: a maioria de seus habitantes estava quase sempre infeliz. Foram sugeridas muitas soluções para esse problema, mas a maior parte delas dizia respeito basicamente à movimentação de pequenos pedaços de papel colorido com números impressos, o que é curioso, já que no geral não eram os tais pedaços de papel coloridos que se sentiam infelizes.

E assim o problema continuava sem solução. Muitas pessoas eram más, e a maioria delas era muito infeliz, mesmo as que tinham relógios digitais.

Um número cada vez maior de pessoas acreditavam que havia sido um erro terrível da espécie descer das árvores. Algumas diziam que até mesmo subir nas árvores tinha sido uma péssima idéia, e que ninguém jamais deveria ter saído do mar.

E, então, uma quinta-feira, quase dois mil anos depois que um homem foi pregado num pedaço de madeira por ter dito que seria ótimo se as pessoas fossem legais umas com as outras para variar, uma garota, sozinha numa pequena lanchonete em Rickmansworth, de repente compreendeu o que tinha dado errado todo esse tempo e finalmente descobriu como o mundo poderia se tornar um lugar bom e feliz. Desta vez estava tudo certo, ia funcionar, e ninguém teria que ser pregado em coisa nenhuma.

Infelizmente, porém, antes que ela pudesse telefonar para alguém e contar sua descoberta, aconteceu uma catástrofe terrível e idiota e a idéia perdeu-se para todo o sempre.

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Na quinta estarei indo para Belo Horizonte, para participar do Proclamai. Vai ser bom, porque faltarei 2 provas e também não vou trabalhar por 3 dias.

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Reclamar aqui no blog surtiu efeito: no Conjubaenf, a Ana Clara me entregou o Até mais, e Obrigado pelos Peixes!, livro que fecha a série. Comecei a ler ontem. Inclusive, o prólogo do blog é o do livro. É uma boa maneira de começar a semana e de se jogar uma fumaça no que virá.

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Aliás, o Jovem PIBI, no sábado, foi só o prólogo daquilo que Deus vai fazer através da vida de uma galera, que um dia ousou sair da praia e navegar pelos oceanos profundos de Deus.

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13

de
abril

Aula de Inglês

— Is this an elephant?

Minha tendência imediata foi responder que não; mas a gente não deve se deixar levar pelo primeiro impulso. Um rápido olhar que lancei à professora bastou para ver que ela falava com seriedade, e tinha o ar de quem propõe um grave problema. Em vista disso, examinei com a maior atenção o objeto que ela me apresentava.

Não tinha nenhuma tromba visível, de onde uma pessoa leviana poderia concluir às pressas que não se tratava de um elefante. Mas se tirarmos a tromba a um elefante, nem por isso deixa ele de ser um elefante; mesmo que morra em conseqüência da brutal operação, continua a ser um elefante; continua, pois um elefante morto é, em princípio, tão elefante como qualquer outro. Refletindo nisso, lembrei-me de averiguar se aquilo tinha quatro patas, quatro grossas patas, como costumam ter os elefantes. Não tinha. Tampouco consegui descobrir o pequeno rabo que caracteriza o grande animal e que, às vezes, como já notei em um circo, ele costuma abanar com uma graça infantil.

Terminadas as minhas observações, voltei-me para a professora e disse convincentemente:

— No, it’s not!

Ela soltou um pequeno suspiro, satisfeita: a demora de minha resposta a havia deixado apreensiva. Imediatamente perguntou:

— Is it a book?

Sorri da pergunta: tenho vivido uma parte de minha vida no meio de livros, conheço livros, lido com livros, sou capaz de distinguir um livro a primeira vista no meio de quaisquer outros objetos, sejam eles garrafas, tijolos ou cerejas maduras — sejam quais forem. Aquilo não era um livro, e mesmo supondo que houvesse livros encadernados em louça, aquilo não seria um deles: não parecia de modo algum um livro. Minha resposta demorou no máximo dois segundos:

— No, it’s not!

Tive o prazer de vê-la novamente satisfeita — mas só por alguns segundos. Aquela mulher era um desses espíritos insaciáveis que estão sempre a se propor questões, e se debruçam com uma curiosidade aflita sobre a natureza das coisas.

— Is it a handkerchief?

Fiquei muito perturbado com essa pergunta. Para dizer a verdade, não sabia o que poderia ser um handkerchief; talvez fosse hipoteca… Não, hipoteca não. Por que haveria de ser hipoteca? Handkerchief! Era uma palavra sem a menor sombra de dúvida antipática; talvez fosse chefe de serviço ou relógio de pulso ou ainda, e muito provavelmente, enxaqueca. Fosse como fosse, respondi impávido:

— No, it’s not!

Minhas palavras soaram alto, com certa violência, pois me repugnava admitir que aquilo ou qualquer outra coisa nos meus arredores pudesse ser um handkerchief.

Ela então voltou a fazer uma pergunta. Desta vez, porém, a pergunta foi precedida de um certo olhar em que havia uma luz de malícia, uma espécie de insinuação, um longínquo toque de desafio. Sua voz era mais lenta que das outras vezes; não sou completamente ignorante em psicologia feminina, e antes dela abrir a boca eu já tinha a certeza de que se tratava de uma palavra decisiva.

— Is it an ash-tray?

Uma grande alegria me inundou a alma. Em primeiro lugar porque eu sei o que é um ash-tray: um ash-tray é um cinzeiro. Em segundo lugar porque, fitando o objeto que ela me apresentava, notei uma extraordinária semelhança entre ele e um ash-tray. Era um objeto de louça de forma oval, com cerca de 13 centímetros de comprimento.

As bordas eram da altura aproximada de um centímetro, e nelas havia reentrâncias curvas — duas ou três — na parte superior. Na depressão central, uma espécie de bacia delimitada por essas bordas, havia um pequeno pedaço de cigarro fumado (uma bagana) e, aqui e ali, cinzas esparsas, além de um palito de fósforos já riscado. Respondi:

— Yes!

O que sucedeu então foi indescritível. A boa senhora teve o rosto completamente iluminado por onda de alegria; os olhos brilhavam — vitória! vitória! — e um largo sorriso desabrochou rapidamente nos lábios havia pouco franzidos pela meditação triste e inquieta. Ergueu-se um pouco da cadeira e não se pôde impedir de estender o braço e me bater no ombro, ao mesmo tempo que exclamava, muito excitada:

— Very well! Very well!

Sou um homem de natural tímido, e ainda mais no lidar com mulheres. A efusão com que ela festejava minha vitória me perturbou; tive um susto, senti vergonha e muito orgulho.

Retirei-me imensamente satisfeito daquela primeira aula; andei na rua com passo firme e ao ver, na vitrine de uma loja,alguns belos cachimbos ingleses, tive mesmo a tentação de comprar um. Certamente teria entabulado uma longa conversação com o embaixador britânico, se o encontrasse naquele momento. Eu tiraria o cachimbo da boca e lhe diria:

– It’s not an ash-tray!

E ele na certa ficaria muito satisfeito por ver que eu sabia falar inglês, pois deve ser sempre agradável a um embaixador ver que sua língua natal começa a ser versada pelas pessoas de boa-fé do país junto a cujo governo é acreditado.

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A pirataria não perde tempo: camelôs já estão vendendo gravatas Louis Vuitton a preço de banana. “Ninguém precisa roubar para ter a sua!” – grita-se pelas esquinas.

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Gigante o texto, né? Não, não é meu. É de Rubem Braga. Quem é Rubem Braga? É aquele autor de textos de provas de vestibulares. Enfim, o Caíque me mandou o texto dizendo que sempre que o lê se lembra de mim e da Laurinha. Tudo bem que eu sou um pouco pertinente em algumas conclusões, mas a Laurinha?

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Revolução!!! Amanhã começa o Jovem PIBI, na PIBI, às 18h30min. Integridade: quem é você quando ninguém está te olhando? Vamos dialogar a respeito disso com o Pr. Matusael, da PIB em Carangola-MG (o melhor professor da FATEBI). Pocket-Show com Paralelo 3. A revolução começa quando a gente entende que a mudança começa com a gente.

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Me bateu uma saudade da época de English Center: do Daniel, dos Felipes, do Caíque, do Vitoka, da Emilly, da Débora, do Henrique… Da Tia Lúcia me chamando atenção porque eu estava atrasado, da Do Carmo e seu jeito engraçado de falar inglês e do Aílton, que não sabia falar inglês, mas olhava pra gente e falava "Let’s go, Let’s go…"

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E o Vasco hein? Que vergonha eu fiquei do time. Eu, torcedor cruzmaltino, sentindo vergonha do meu time. Enfim, a contagem regressiva continua: faltam 996 para o Romário completar 1000 jogos no Maracanã sem marcar gol. O problema não é o Romário, é o Vasco de Eurico. Dinamite Já!!!

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Antes que eu me esqueça: pra quem ficou perturbado, ficou viajando com a palavra e quer saber o que é handkerchief, aí vai: lenço. Uma palavra grande e forte como essa significa lenço em português. Só se for um lenço usado…

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11

de
abril

Ataques Inimigos

Sempre gostei de jogos de tabuleiro. São interessantes porque prendem até o final e o final acontece no final. Também porque são jogados em um tabuleiro e eu, na época com bronquite, não precisava correr nem sair de casa. Um dos jogos que eu sempre gostei de jogar era batalha naval. Eu na maioria das vezes perdia, mas gostava de jogar.

Batalhas navais acontecem quando você resolve deixar as águas rasas. Piratas tentam roubar seu maior tesouro. Quando você menos espera, o inimigo joga uma bomba do lado. Bomba do outro. Usa pessoas que você ama demais para tentar te atingir, persuadindo-os para o lado inimigo. Usa irmãos que navegam ao seu lado para te atacar. Influencia-os para te acusar da maneira mais terrível.

Mas são estas batalhas as necessárias para manter o barco no rumo certo. Mesmo quando os fenômenos naturais parecem nos engulir, Jesus vem com seu poder e acalma a tempestade. Ele usa o nosso escudo da fé para mudar a direção dos mísseis. Mostra que não estou sozinho, que tem um irmão como o David do nosso lado. E nos lembra que a nossa "leve e momentânea tribulação" gera o que a gente precisa para se manter no rumo certo: bons ventos e águas calmas. Com Jesus no barco, tudo vai bem.

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Será que hoje sai o gol 1000? Piadinha do Pr. Veloso: o Romário tem tanta coisa, né? Tem Cherokee, Audi, já teve Ferrari. Por que raio de motivo ele quer tanto esse Gol 1000?

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Pode até parecer síndrome de perseguição, mas eu demorei para escrever este texto 30min, sendo que ele já estava pronto. Primeiro no messenger, depois o Ryan chegou, e agora minha mãe está falando no meu ouvido para eu ir embora. "Ele me leva a águas tranqüilas…" Até fora do contexto original, o Salmo faz sentido.

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Falando em perseguição, dê uma lidinha no Salmo 22 antes do 23. O pastor que parece abandonar sua ovelha deixa as outra 99 para buscá-la por que ela se perdeu e se sentiu abandonada. "Quem disse que eu te abandonei?", ele deve ter perguntado…

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Meu Deus é a minha rocha. A resposta? Eu continuo de pé.

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9

de
abril

As Grandes Navegações

Existiu uma época no mundo em que todos achavam que a aquela região da Europa, norte da África e Oriente Médio era o único lugar do mundo. Naquela época, a Terra era plana; o sol girava em torno dela; existiam monstros no fim do mundo; a Igreja Católica mandava em todos e donzelas eram seqüestradas por dragões. Até que um dia isso começou a não fazer sentido para eles. E se atiraram no oceano em busca de algo que fizesse sentido. Deixaram para trás suas famílias, seus hobbies, seus amores, suas convicções e suas vidas. O mundo nunca mais foi o mesmo. Desde sua forma geográfica até a maneira das pessoas encararem a verdade: tudo foi mudado.

Acredito que Deus começou a mesma coisa esse final de semana. Colocou no coração de uma galera que a praia pode até ser um lugar maneiro, mas é no oceano que a gente encontra e experimenta o novíssimo. Que o mundo pode não ser do jeito que acreditamos. Que existem pessoas a serem alcançadas. E o mais importante: que se a gente vê ele fazendo coisas incríveis na praia, no oceano ele age de maneira mais louca. Isso se a gente perder a praia de vista, entrar no barquinho, navegar além e fazer do oceano a nossa casa. O resultado? O mundo nunca mais será o mesmo.

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No congresso fiquei muito incomodado. Eu estava achando que eu já deveria ser pastor. Hoje eu tenho essa certeza: já era pra eu ser a muito tempo…

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A maior lição do Congresso eu recebi hoje. É melhor viajar a dois: "remar a dois é menos desgastante e corre menos risco de se perder ou de desanimar". Também te amo, David!

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Quem pode livrar como o Senhor?
Ele é poderoso pra me guardar
Quando os meus inimigos
Se levantaram contra mim
O Senhor estendeu suas mãos para mim e me deu a vitória.

A melhor resposta para se dar aos inimigos é continuar de pé. (Amanhã eu explico melhor…)

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4

de
abril

Não temas

Crianças e adolescentes se vestindo com aqueles lençóis que ficam ralando no chão. Anjo, estrela, judeus pastores, animaizinhos; todos com a mesma apreensão na face. Igreja lotada e adultos com sorrisos nos lábios. ‘Não temas: eis aqui vos trago boa nova de grande alegria’, diz o pequeno anjinho, tremendo tanto que suas asas chegam a bater. Já apareceu a José (seu irmão mais velho, com barba de algodão pintado) e a Maria (uma loirinha com aparelho). Ele usou a mesma saudação: ‘Não temas…’

Essas foram também as primeiras palavras de Deus a Abraão e a Isaque. O anjo disse isso pra Gideão e pra Daniel. Para seres sobrenaturais, essa expressão serve quase como um equivalente para ‘Oi! como vai?’ Não é de surpreender. Quando eles apareciam, o humano geralmente se jogavam com o rosto em terra, imóvel.

Mas o anúncio do anjo a Maria e a José era algo novo. Deus iria fazer uma aparição numa forma que não assustaria. Deus encontrou uma forma de se aproximar sem que a humanidade necessitasse tremer. O que podia ser menos assustador do que um recém-nascido, com os bracinhos se movendo e olhos que ainda não fixam bem o olhar?

É interessante que Deus ainda se apresenta assim para nós. Ele chega de uma maneira que sempre podemos rejeitá-lo: seja quebrando o crânio do neném como fazemos com uma casca de ovo; seja pendurando-o com pregos quando ficasse grande demais para esmagarmos sua cabeça.

Mesmo vulnerável, creio que se libertar da divindade foi pra Jesus uma experiência muito louca. Ele podia dizer o que queria sem arrancar árvores com sua voz. Pôde se armar com um chicote no templo, em vez de balançar a Terra com sua presença. E pôde falar com qualquer pessoa - uma prostituta, um cego, uma viúva, um leproso, eu, você - sem ter de primeiramente anunciar ‘Não temas’.

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Cansei de esperar por "Até mais e obrigado pelos peixes", o quarto livro da Trilogia O guia do mochileiro das galáxias. Ana Clara é muito lenta com leituras, e por isso embarquei na segunda numa aventura ilógica: descobrir porque o homem (e as mulheres também) fica "Decepcionado com Deus", livro de Philip Yancey. Uma visão muito oportuna sobre os dois lados da moeda, quem de um lado tem a cara humana, e de outro, a coroa divina.

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Não é que o gol mil virou piada de 1º de Abril? Uma frase de Oscar Wilde talvez apresente uma boa definição pra este momento: "Neste mundo existem somente duas tragédias. Uma é não conseguir o que se deseja, e a outra é conseguir."

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Esta frase meu deu um consolo. Talvez ela ficasse melhor no texto debaixo. Talvez seja melhor Deus não permitir que aconteça algumas coisas em minha vida. Talvez seja…

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